segunda-feira, dezembro 01, 2008

Tragédia Em Santa Catarina: Pensamentos Ignorantes E Preconceituosos...

Neste sábado,eu estava no ônibus de volta do Parque do Ibirapuera onde tinha ido dar uma espairecida. Ele estava praticamente vazio, com três pessoas na parte de trás (contando comigo) e uma na parte da frente conversando com o cobrador. De repente eles começaram a conversar sobre a tragédia que se abateu sobre os catarinenses e o que eu ouvi da boca deles me deixou tão chateado quanto triste por ver como as pessoas ainda misturam questões tão díspares quanto preconceituosas para justificar acontecimentos como este. Bem, vou tentar ser mais claro: o cobrador estava com uma atitude um tanto quanto estranha, sorrindo e olhando para os lados enquanto conversava com essa pessoa que estava sentada num banco antes da catraca, uma mulher. Foi então que ele disse: "você viu esse pessoal de Santa Catarina, que morreu vítima das chuvas? A enchente pegou só gente de ó, grana (fez com os dedos o gesto de esfregar o dedo indicador no polegar). Pode ver, gente de olhos verdes, azuis, tudo clarinho de pele...Você acha que esse povo é pobre? Que nada, ate parece que passa necessidade..."

Ao que a mulher, para provocar uma enchente de ignorância, dispara:"É verdade, as pessoas ficam fazendo fortunas e se esquecem de pôr Deus no coração, achando que vão estar a salvo das tragédias. Mas quando vem a desgraça acaba com tudo...".

Fico imaginando como as pessoas ainda tem o pensamento míope de, em pleno século 21, achar que é pecado ser rico mesmo construindo a fortuna com trabalho, esforço e dedicação sem nunca ter que roubar ou matar para chegar a isso. Fiquei tão chocado com tal pensamento que nem se eu quisesse enfiar a mão na cara deles conseguiria pôr um pouco de razão a tais pensamentos idiotas. Se o Brasil quer ser o país do futuro, que comece nos pensamentos e atitudes de cada um de nós, para evitar tamanho julgamento injusto a quem nem se conhece. Bem, precisava pôr isso aqui não só para desenferrujar esse blog, mas para pôr a minha revolta pra fora.

Inté. 

 

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