Eu o conheci quando tinha 5 anos de idade e, da mesma forma que o filme mostra, eu também era fascinado por carros e corridas. Tinha um jipe de brinquedo feito de latão com pedais e com um volante que o meu primo tinha colado uns adesivos com os botões iguais aos do volante do Match 5. O desenho acabou mas isso me fez entrar de cabeça no automobilismo. A partir dos 9 anos comecei a me interessar por Fórmula 1 e vi muita coisa: um brasiliense ser campeão em 1981, 1983 e 1987 (Nelson Piquet), vi um dos meus ídolos da infância, um piloto extremamente habilidoso e arrojado morrer num acidente (Gilles Villeneuve, 1982), vi um estreante morrer dentro de um carro em chamas (Ricardo Palletti, também em 1982), um piloto ser campeão vencendo apenas uma corida (Keke Roseberg, também em 1982), um brasileiro morador da Zona Norte como eu se transformar num ídolo e com certeza se insipirava no Speed ser tricampeão e morrer numa curva em 1994, que sete anos antes já tinha vitimado Gerard Berger (Ayrton Senna), um brasileiro boa praça que, apensar dos esforços, nunca conseguiu agradar a todos com o seu estilo de correr (Rubens Barrichello), um alemão queixudo se tornar bicampeão numa equipe mediana e depois se arriscar a enfrentar 5 anos de ostracismo até voltar a ser campeão em 2000 e se tornar o maior vencedor de todos os tempos (Michael Schumacher), um espanhol baixinho desafiar e vencer o alemão e se auto-proclamar Príncipe de Astúrias (Fernando Alonso), ver nascer um novo piloto brasileiro, que luta de igual para igual com quem quer que seja (Felipe Massa) e um garoto prodígio, que simplesmente barbariza quem estiver na frente e se não fosse pela afobação, teria sido campeão no ano passado (Lewis Hamilton). Por tudo isso eu posso dizer hoje: Obrigado Speed Racer por ter feito me apaixonar por esse esporte chamado autombilismo.
Aproveito o final do dia para dedicar um FELIZ DIA DAS MÃES para todas as mães do mundo.
Boa noite e até mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário